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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

FÉRIAS

 

É verdade: chegaram finalmente as minhas merecidas férias! O Verão sorri e o calor convida, porém, quero antes deixar os conselhos fundamentais para que todos os leitores deste blog possam desfrutar de umas óptimas férias na praia, sem correrem riscos e praticando a cultura preventiva que este blog tanto tem ensinado.

Já longe vai o tempo em que a pele branca era sinal de realeza e de formosura. Afinal "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" e, hoje em dia, um corpo bronzeado é o o desejo de qualquer pessoa. Homens e mulheres esforçam-se por exibir esse desejado bronze correndo, muitas vezes, gravíssimos riscos.

A mais recente prova disto são os resultados de um estudo que revelam que 70% dos jovens entre os 16 e os 24 anos permanecem expostos ao sol na praia durante o perigoso "período vermelho" (12h-16h). Este período corresponde àquele em que a radiação ultravioleta é mais intensa. Além disso, 40% dos jovens entre os 10 e os 25 anos assumem já ter apanhado um escaldão. A classe média e a classe média alta são as mais afectadas por uma das mais graves consequências da exposição solar: o cancro da pele.

As "férias-relâmpago" são, por si só, inimigas da nossa pele já que consistem em férias de poucos dias com grande exposição solar.

 

Claro que o sol também tem muitas vantagens: é responsável pela síntese cutânea da vitamina D (importante para a estrutura óssea), é favorável e recomendado em casos de psoríase, eczema atópico, asma e melhora, de uma forma geral, o estado de espírito. Porém, quando abusamos dele pode causar manchas, queimaduras, alterações imunológicas e cancro. Além disso, a exposição solar directa também prejudica os casos de rosácea, herpes labial ou lúpus. Nestes últimos casos existem protectores especiais ou pode mesmo ter de se evitar a exposição solar.

 

 

Um truque para compreender quando o sol está mais perigoso é a observação da sombra: quando ela é mais comprida do que o nosso corpo, significa que o sol está pouco intenso; já quando não existe sombra, é importante sairmos da exposição solar.

 

Todos os anos há mais de 10 mil casos de cancro cutâneo e 1 em cada 6 pessoas pode desenvolvê-lo ao longo da sua vida, pelo que este é, cada vez mais, um problema de saúde pública e torna-se fundamental a alteração dos estilos de vida que tem de passar por uma foto-educação.

 

 

 

Os cuidados para as crianças devem ser redobrados:

- no 1º ano de vida não deve haver exposição ao sol

- depois a criança deve ser gradualmente exposta ao sol, fora do "horário vermelho"

- deve-lhe ser aplicado o protector solar antes mesmo de sair de casa (não esquecer as palmas dos pés, as orelhas...)

- é fundamental recolocar o protector de 2 em 2 horas ou após idas à água

- é aconselhada roupa com filtros de protecção solar ou mesmo roupa normal (uma t-shirt comprida)

- não esquecer os panamás ou bonés

 

Para os mais velhos os conselhos são os de sempre, mas a não esquecer:

- protector solar de acordo com o fototipo (aplicar uma camada abundante e voltar a aplicá-lo de 2 em 2 horas)

- todas as peles devem ser protegidas; as mais morenas (fototipo mais elevado) estão mais protegidas da queimadura, mas não do cancro de pele

- hidratação constante (apenas água, evitar os cafés, bebidas alcóolicas, gasosas ou adocicadas)

- evitar a exposição solar na "hora vermelha" (12h-16h)

- usar chapéu

- usar óculos de sol

 

Mas se o bronze continua a ser um problema, que pode ficar comprometido com todos estes cuidados... não se preocupe: os autobronzeadores são uma óptima solução, que oxidam uma proteína da pele, mas não causam cancro de pele. No entanto, é importante não esquecer que estes não protegem da radiação UV, apenas bronzeiam. Os suplementos para o bronzeado são uma alternativa (chá verde, betacarotenos) - consistem em substâncias antioxidantes que diminuem o stress oxidativo e tornam a pele mais resistente ao sol.

 

Por fim, quer um bom motivo para proteger a sua pele do sol usando protector solar e todos os cuidados acima referidos: são o primeiro passo para uma pele mais bonita, mais saudável e mais jovem (evitam o envelhecimento da pele)!

 

E agora...

 

publicado por Dreamfinder às 21:08

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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

PSORÍASE

A psoríase é uma doença da pele que resulta de um controlo deficiente na produção das células do estrato basal da epiderme. Este descontrolo leva a um aumento da proliferação das células basais e a uma consequente queratinização incompleta das células das camadas superiores, que são perdidas uma semana após deixarem o estrato basal, em vez de algumas semanas a vários meses (numa situação normal).

Esta hiperproliferação leva à acumulação dos queratinócitos na superfície sob a forma de placas avermelhadas de escamação esbranquiçadas ou prateadas. Além disso, o sistema imunitário reage a esta lesão superficial da pele, induzindo a produção de ainda mais células, intensificando este ciclo vicioso.
A psoríase é uma doença hereditária, mas não contagiosa. Os principais sintomas da doença são dores lombares e rigidez matinal, deformações nas unhas, feridas e escamações em várias partes do corpo... A doença afecta sobretudo joelhos, cotovelos, couro cabeludo e região lombo-sagrada, já que estes são locais frequentes de traumas.  

Além dos problemas físicos, esta doença tem uma importante parte psicológica que não deve ser descurada, já que a pele é a forma como comunicamos com o meio e com os outros. Os doentes com psoríase têm problemas de auto-estima e de socialização, sendo muitas vezes dscriminados. É importante lembrar que a psoríase não é contagiosa nem pelo contacto, nem por transfusão sanguínea.
Actualmente, a doença ainda não tem cura, mas estão a ser testados mais de trinta medicamentos em todo o mundo. A exposição ao sol é considerada benéfica. Já o stress, traumatismos, infecções virais, drogas, tabaco e álcool podem agravar a doença.

Existem vários tipos de tratamento possíveis, entre os quais os tópicos (pomadas), fototerapias (com luz ultravioleta), sistémicos (por via oral ou injecções), medicamentos imunobiológicos, limpeza por peixes-médicos (Turquia). Estes peixes alimentam-se apenas da pele afectada pela doença, deixando a pele saudável desenvolver-se normalmente. O tratamento não é uma cura, mas um alívio dos sintomas da doença, que deve ser repetido periodicamente.
publicado por Dreamfinder às 13:35

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